Já ouvi dizer que, ao nos aproximarmos (e passarmos) dos 30, deixamos nosso signo solar de lado e abraçamos as características do nosso ascendente.
No meu caso, se não for verdade, é uma baita coincidência. Quem tem ascendente em "peixes" sabe o que eu estou falando. O coração fica cada vez mais "pudim" e a gente sofre cada vez mais com as injustiças, em todos os níveis. Eu não sei vocês, mas eu sofro por todo mundo. Sofro mesmo, dói na alma...
Ontem `a tarde eu saí para entregar um gatinho. E quando parei no farol da Av do Estado com a Praça Alberto Lion (acho que ali é Ipiranga) tive um treco: vi um menino todo sujinho e sorridente, de uns 12 anos, oferecendo um gatinho de 60 dias para todos os carros, carregando o coitado de qualquer jeito. Parecia que estava vendendo um cacho de banana ou um carregador de celular.
Eu estava na extrema esquerda. Assim que o farol abriu fui fechando todo mundo pra poder encostar o carro na direita. Consegui. Liguei o pisca-alerta e gritei: "menino, me dá o gato!!!!" Enquanto eu gritava reparei que tinha outro bebezinho "colado numa árvore". Colado mesmo, agarrado no tronco com todas as unhas, apavorado com o trânsito, o barulho, o movimento.
O menino se aproximou com o primeiro frajolinha. Na minha cabeça ele estava querendo dinheiro, vendendo os pobrezinhos no farol. Mas que nada: "estou procurando um dono, tia".
"Eu fico e quero também aquele outro", respondi. A irmã do menino, um pouco mais nova, então se aproximou, sorrindo, e trouxe o outro frajola até o meu carro. Ela falou: "coloca ele num cantinho pra ele não se machucar".
Parenteses: eu achando que aquelas crianças estavam querendo dinheiro com os pobrezinhos e no entanto só queriam o bem deles. Como estamos endurecidos e na defensiva com tanta violência por aí... :( Dei 20 reais para eles como recompensa. A bondade deve ser incentivada... é difícil de acreditar que aqueles dois meninos que mal deviam ter o que comer estavam preocupados com os gatos, enquanto tanto rico abre a porta do carro e os abandona.
Então a menina falou: "tem mais um gatinho, tia".
E minha visão voltou a turvar. "Onde está?????"
"Está em casa, passa amanhã," ela respondeu.
"Combinado, amanhã eu volto no mesmo horário."
Pelo retrovisor vi os dois pularem e se abraçarem de alegria.
De ontem pra hoje não consegui pensar em outra coisa... Na minha cabeça, aqueles meninos deveriam morar em alguma favela, a gata deles devia ter dado cria, e a mãe deles devia ter pedido pra eles darem os filhotes no farol. Logo pensei: " os meninos ganharam o dia, doaram os gatos rapidinho e ainda vão voltar com dinheiro pra casa. Não vão levar bronca da mãe. Preciso castrar aquela gata porque se cada vez que ela der cria eles levarem os filhotes pro farol eu enfarto."
Então tracei um plano. Acordei, fiz um bilhete pra mãe dos meninos para convence-la a me deixar castra-la, comprei um lanche para cada um deles, separei mais 10 reais e saí com minha caixinha de transporte para encontrá-los. Todo um discurso preparado.
Esperei por quase duas horas no local ... mas levei o cano...
Então parei para conversar com um cara que vendia cofres de porquinhos e uma moça que distribuía panfletos naquele mesmo farol. E me contaram que os meninos não tinham família, nem casa, nem nada. Eram só os dois. Apareceram na quinta-feira e hoje não estavam mais lá. E me apontaram um terreno baldio ali perto, com um portao de madeira e lacrado com uma pedra. Disseram que estavam dormindo ali.
*** Os meninos devem ter encontrado a ninhada no terreno, toda aquela história da gata sem castrar na favela era invenção da minha cabeça. ***
Confesso que fui pro terreno com muito medo, mas eu tinha que achar o terceiro frajolinha. Aquela região tem muito morador de rua e sabemos que muitos já estão em outro "plano", por causa de bebida e drogas, entre outras coisas... sou medrosa, fazer o quë?
Olhei pelo portao e chamei, chamei... nada... então entrei por um buraco que tinha ali, tão pequeno que fiquei com medo de não conseguir sair...
Que dó gente... Ali dentro, além de mato tinham várias carcaças de carro. Dentro de um deles um monte de pano (era a cama dos meninos), lixo e restos de comida pelo chão. Olhei em baixo de tudo, dentro dos carros, chamei, fiz pssssssss, miei como filhote, miei como mãe que chama o filhote... e nada do gatinho... e nem dos meninos, nem de ninguém...
Encontrar um filhote de 60 dias ali é o mesmo que encontrar agulha no palheiro. Eu estava assustada, olhei por uns 15 minutos e parti, decepcionada.
Assim que sai pelo buraco, do lado de fora estava a tiazinha que distribuía panfletos, com os olhos arregalados. Ela estava preocupada pois tinha me visto entrar e falou: "por Deus, eu ia perder o meu emprego, mas tinha que ver se você estava bem".
Saí de lá com o coração apertado... pelo bebê de 60 dias que não vai sobreviver sozinho... e pelas crianças de bom coração sem futuro algum.
Queria ser desencanada e me contentar por ter salvo dois frajolinhas, e pensar que fiz tudo o que eu podia, mas não consigo ignorar o sofrimento de 3 outros seres.
Essas coisas acabam com o meu dia e marcam minha memória para sempre...
Oi, tias, ontem foi um dia chato. Me deram anestesia e eu acordei sem patinha.
A tia Susan ficou impressionada quando olhou pra mim. Ficou feio, né? Mas depois que os pelinhos crescerem ficarei lindinha de novo!
Enquanto a tia Susan falava " coitadinha pra lá, coitadinha pra cá", eu não estava nem aí. Nem dei bola pra ela! Cheguei em casa, me esparramei no chão e tomei um banho geral. Depois brinquei com o meu rabo! Aí resolvi comer muito e tirar uma soneca. Atrapalhada para andar? Imagina, daqui a pouco eu pego o jeito. E ai, alguem quer adotar uma gatinha PP (Pretinha Perneta)?
Toda vez que eu ia na dra. Angélica, passava na gaiolinha dele para fazer um carinho. Esse micro-gato roubou meu coração e foi amor a primeira vista. Ele estava muito doentinho, remelento, gripado e era menor que um passarinho... eu sinceramente achei que ele não fosse resistir...
Mas graças aos super poderes da dra Angélica ele foi melhorando e cada vez que eu ia até lá, tirava ele da gaiolinha, fazia carinho e tinha que devolver. Até que ontem não devolvi mais! rs
Batizei ele de pandinha, pq ele é petibanco, peludinho e tem uma pança de urso panda!
Ele veio ficar comigo até ser doado e vou confessar que estamos apaixonados! rs
Não reparem nas fotos, tirei do computador pq ele dorme em cima de mim.
Oi gente, vim contar que a manifestação foi um sucesso! Mais de mil pessoas compareceram e foi muito bonito e emocionante ver tantas pessoas unidas pelo mesmo motivo. De mãos dadas, demos a volta em todo o quarteirão do CCZ, foi como se estivéssemos abraçando todos aqueles pobres animais que sofrem naquele inferno.
Gritamos, fizemos barulho e deixamos nosso recado de que não somos bobos e estamos de olho.
Ainda não sei as consequências reais e quais objetivos foram alcançados com o protesto, mas estivemos lá, cobramos e a mídia registrou, e isso é sempre muito importante para dar seriedade ao movimento de proteção animal.
Segue algumas fotos e também do nosso pequeno grupo. Pequeno em tamanho mas grande em coração! :-)
Gateiras novatas e até aquelas que já têm mais experiência sempre se apavoram quando escutam o nome de algumas doenças. Eu mesma, quando ouvi pela primeira vez a palavra FELV, entrei em pânico. Principalmente porque a explicação que vinha depois da sigla era “leucemia felina”.
Como assim leucemia felina? À primeira vista, é um susto mesmo, pois temos a tendência de associar com a leucemia humana. Nos gatos, entretanto, a leucemia é uma doença causada por um vírus e não um câncer, como nas pessoas. O tal vírus pode causar uma variedade de desordens degenerativas, incluindo sarcoma, linfoma e doenças hematopoéticas. Afe! Deu medo, né? Mas, calma, não entre em pânico. O importante mesmo é saber como é transmitida, quais os sintomas e cuidados necessários.
A contaminação ocorre pelo contato entre um gato contaminado e um gato saudável. Para isso, eles precisam partilhar as mesmas vasilhas sanitárias e os mesmos potinhos de água e comida. Também pode ocorrer a contaminação por meio de uma mordida, espirros ou nos cuidados com a limpeza entre eles – o famoso banho de gato.
Em geral, a maior concentração do vírus está na saliva, em secreções nasais, no sangue ou na urina – as fezes também têm, mas em menor quantidade. Fêmeas grávidas também podem passar o vírus para seus filhotes, diretamente pela placenta ou na amamentação. Os gatinhos, nesse caso, já nascem infectados pelo vírus e infelizmente, podem vir a óbito, mas isso não quer dizer que todos os casos serão, obrigatoriamente iguais. Existem gatinhos que nascem de mães portadoras do vírus e não desenvolvem problemas.
Os sintomas estão intimamente ligados ao local de ação do vírus, que pode atingir vários tecidos ou levar a sintomas não específicos, como apatia, anorexia, anemia, febre, gengivite/estomatite, uveíte [inflamação intra-ocular], diarréia, entre outros. A FELV age de acordo com imunidade e resistência orgânica de cada indivíduo. Ou seja, cada gatinho reage de uma maneira própria, segundo sua própria condição. Alguns gatinhos apresentam sérias complicações, outros, entretanto são portadores, mas não chegam a apresentar sintomas, vivem bem durante anos, mas podem transmitir o vírus a outro que tenha menor resistência.
A Dra. Angélica Lang Klaussner, médica veterinária e voluntária do AUG, explica que uma das mais notáveis características da Felv em relação a outros vírus é que muitos gatos podem se recuperar e eliminar o vírus sozinho. “Nestes casos, a infecção induz uma poderosa resposta imunológica do organismo que pode extinguir a infecção. Se isso acontecer antes da medula óssea ser infectada, há grandes chances de que a infecção seja eliminada e o gato deixe de ser portador da doença”, conta.
O ideal é que um gatinho portador de FELV seja filho único. Mas se você tem mais de um gatinho em casa, é imprescindível que ele seja isolado dos demais, independente dos outros serem negativos ou assintomáticos, e tratá-lo individualmente.
Cuidar de um gatinho FELV positivo não é nada diferente dos cuidados com um gatinho saudável. O animal deve receber alimento de boa qualidade e evitar carne crua, ovos e leite não pasteurizado, em virtude do maior risco de infecções bacterianas e parasitárias em gatos imunossuprimidos. Além disso, é importante verificar se os gatos assintomáticos estão com as vacinas em dia e, caso contrário, vaciná-los com quádrupla felina e anti-rábica.
O tratamento médico está intimamente relacionado à ação do vírus, ou seja, de acordo com os sintomas ou doenças secundárias. “Existe a necessidade [dependendo de cada caso] e a possibilidade de tratamento com drogas antivirais, assim como nos seres humanos. Devido à resposta a estas drogas, entretanto, esta prática é pouco usada na medicina felina, pois muitos gatos apresentam vômitos e às vezes diarréia associado ao uso do medicamento, interferindo assim na resposta ao tratamento clinico”, diz Angélica.
Não dá para generalizar. A FELV, assim como toda doença, deve ser tratada individualmente, pois cada indivíduo pode manifestar a doença de forma clínica diferenciada. O diagnóstico de qualquer doença deve ser feito somente por um médico veterinário, que vai decidir os exames necessários para a avaliação. “É importante seguir sempre orientação veterinária e nunca os conselhos de simpatizantes”, ressalta a Dra. Angélica.
No caso da FELV, existe um método diagnóstico específico chamado de teste Elisa, que detecta o vírus no sangue. Este método é bastante eficiente e dificilmente apresenta um resultado falso-positivo ou negativo, quando o animal está contaminado.
Um ponto importantíssimo: esta doença NÃO é transmitida para outras espécies animais! É uma infecção limitada aos gatos. Assim, se você tem um cachorrinho e deseja adotar um gatinho, pode pensar com carinho em adotar um dos nossos gatinhos portadores de FELV. Por que não?
Para quem deseja ter apenas um gatinho em casa, adotar um gatinho que tenha FELV é uma excelente opção, já que ele não precisa de nenhum cuidado específico, nada diferente do que você faria para um gatinho saudável, a não ser a necessidade de ser filho único. E com a vantagem de dar uma chance para esse gatinho – que normalmente vai acabar passando o resto da vida em um abrigo – conhecer o que é um lar e o carinho de uma família.
Aqui mesmo no AUG tivemos o caso do Tenório, gatinho portador de FELV, que foi adotado há poucos meses. Em casos como o dele, acreditamos que há MUITAS chances de “negativar”, pois ele sempre foi assintomático. Ainda mais vivendo num ambiente de carinho, cuidados e segurança.
Se você pensou com carinho e decidiu adotar um de nossos gatinhos especiais, clique aqui e veja quem está há tempos esperando por um lar!
Meu nome é Esperança, cheguei semana passada aqui no Adote um Gatinho.
Fui resgatada por um tio muito bacana, que me viu na rua, quietinha, machucada... mas o tio não tinha condições de ficar comigo e procurou ajuda.
Sou um doce de gatinha, boazinha, tranquila, carinhosa... devo ter uns 5 meses, sabe?
Não sei dizer o que aconteceu comigo na rua, foi tudo muito rápido. Acho que fui atropelada ou levei um chute.
Tenho um machucado infeccionado no queixo. O raio-x mostrou que meu queixo foi " cutucado" e eu tive perda óssea. Vai ficar meio fundinho, pra resumir.
A tia Susan está limpando todos os dias (sai uma meleca!!!) e me dando antibiótico!
Mas o grande problema não é este. Minha patinha esquerda, da frente, está "morta". Como o raio-x da patinha e o da coluna não mostraram nada anormal, a conclusão é que eu tive algum problema com os "nervos". Eu não sinto nada, vc pode apertar, puxar, esticar.. não serve pra mais nada a minha patinha. Pelo contrário, ela até me atrapalha `as vezes, pois eu me esqueço dela e ela enrosca por ai...
A tia está morrendo de dó de me levar para amputar esta patinha, mas será preciso. Ela fala: " mas ela é tão bonitinha, perfeitinha, uma panterinha..." .