Escrito por Luisa às 13h10
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Cartinha!!!
Adoro receber cartinhas! Tenho certeza que todo mundo gosta de ler tb. Só que quando é uma cartinha tão bacana e motivante, aí é mais legal ainda!!!
"Sempre fui uma apaixonada por bichos. Aos 7 anos, ganhei meu primeiro cachorro, depois de muito insistir com meus pais. Ele era de um conhecido do meu pai que, depois de comprá-lo, achou que ele incomodava muito. Bicho, quando não é de pelúcia, dá trabalho mesmo.
No começo, meus pais queriam que ele dormisse na lavanderia. Onde já se viu bicho dormir em cama de gente? Um mês depois, o Still já dormia na cama dos meus pais, claro. Ele foi levado ao veterinário, tomava vitaminas e era vacinado todos os anos. O veterinário nunca falou sobre castração e nós achávamos um absurdo fazer essa maldade com o bichinho. Bicho castrado engorda, bicho castrado morre mais cedo.
Still viveu com a gente por quase 15 anos e, nos últimos meses, sofreu por conta de um problema renal que acabou tirando nosso pequeno de nós. Nunca mais teremos bichos em casa, dizia meu pai. Quanto sofrimento, nunca mais quero passar por isso, lamentava a minha mãe.
Um ano depois, pegamos as cachorrinhas Thelma e a Louise da rua. Levamos ao veterinário no dia seguinte e fizemos tudo certinho, como manda o figurino. As meninas foram castradas cedo e sempre comeram as melhores rações. A sensação que eu tinha era que o Still tinha morrido por nossa causa e, dessa vez, eu não queria errar.
O problema renal dele não foi diagnosticado a tempo e ele morreu depois de 3 meses que descobrimos a doença. Nós deveríamos ter trocado de veterinário antes, confiamos em uma que dizia que ele estava emagrecendo porque era velho. O outro veterinário, assim que encontrou o Still, abriu a boca do nosso cãozinho e disse, na lata: ELE TEM PROBLEMA RENAL. Ele fez tudo o que era possível, mas... A morte do Still foi um choque para mim. Sou filha única e, naquele dia horrível, perdi meu irmão, que também era único.
Quando decidi morar sozinha, sabia que acabaria dividindo a casa com algum bicho. Casa sem bicho, para mim, não tem a menor graça. Morei alguns meses sozinha e pensei muito. Cheguei à conclusão de que um gatinho, no meu caso, seria o animal perfeito. Odeio ver passarinhos em gaiolas, fico triste por eles. Peixe não interage. Coelho? Hamster? Iguana? Ferret? Não, esses todos eu teria que comprar. Comprar bicho, para mim, sempre foi um absurdo.
Uma aluna minha, Viviane, me falou sobre o Adote um Gatinho e eu entrei no site. Olhei os gatinhos e fiquei besta reparando na beleza incrível de cada um deles. Li todos os artigos do site, fiquei horas lendo o blog e acompanhando as histórias dos gatinhos. No dia seguinte, defini quais eram os meus critérios para adotar um gatinho e eles eram os seguintes:
- o gato tem que estar para adoção há algum tempo (ou seja, eu queria um gato adulto)
- o gato não pode ser muito bonito (o que, na prática, não quer dizer nada)
Fiz uma planilha com os gatinhos que chamaram a minha atenção. Algumas pessoas me disseram que ter um gatinho só era uma crueldade, já que o bicho ficaria sozinho o dia todo. Aí, mudei a planilha e comecei a montar pares de gatinhos que, na minha cabeça, combinavam. O resultado final foi esse: BROTHER + LILICA / COCADINHA + PETUTI / SHANTI + ADOLFO / ESCAMINHA + PARIS / GIGI + FIONA / PEPA + MARGUERITA / EMÍLIA + PIPOCA.
Continuei na dúvida e fiz uma votação. Pedi para que meus amigos, familiares e conhecidos votassem em dois gatinhos do site. Fiz enquete no blog. Resultado: Tristão e Izolda, os dois irmãos, ganharam. Eu não gostei, achei que os dois eram bonitos demais e que eu deveria escolher outros gatinhos, menos chamativos e mais velhos. Uma semana depois, não agüentava mais essa indecisão. Abri o site e, antes de clicar na seção de gatinhos para adoção, decidi que preencheria o formulário do primeiro gatinho que me parecesse mais simpático. Brother, então, foi o escolhido. Escrevi no formulário que tinha gostado também da Shanti, mas que aceitaria qualquer gato que a ONG indicasse. Curiosamente, tanto o Brother como a Shanti moravam na Susan. Ela estava viajando, e, mesmo assim, foi rápida para entrar em contato comigo. Coloquei as telas em casa, fiz as compras e esperei ansiosamente pelo dia em que conheceria meus pequenos.
Adotei meus lindinhos e, menos de um mês depois, resolvi que queria conhecer o abrigo. Lá, caí no golpe montado pela Lucy e pela Dani. Resultado: dois dias depois, Gigi começava o seu reinado lá em casa.
Um dia, recebi o convite para participar do grupo de gateiras que ajudam o AUG e, a partir daí, fui me envolvendo com a ONG e com os gatos. Conheci pessoas incríveis, que me ensinaram mais uma montanha de coisas sobre os gatos. Com o tempo, aprendi que tudo o que já tinha ouvido sobre gatos era mentira. Gatos nem sempre caem em pé, não têm 7 vidas, não são só apegados à casa.
Quando fiquei sabendo que várias pessoas tinham gatinhos temporariamente em casa, pensei que nunca conseguiria fazer isso. Sou fraca, vou acabar me apegando a todos eles e sofrendo quando eles forem embora. Depois, percebi que dar lar temporário é, na verdade, mais importante que adotar gatinhos: é dar oportunidade para que muitos gatinhos possam ter um dono legal.
Observando o esforço das voluntárias que são mães temporárias, achei que deveria também fazer isso, ajudar de verdade. Por conta de uma confusão que aconteceu com uma amiga, acabei tendo meu primeiro temporário, de outra ONG, que foi doado em uma semana. Logo depois, recebi na minha casa a pequena Valentine, que foi doada em menos de uma semana. Agora, estou com dois filhos a mais em casa, Leonardo e Bella. Claro que me apeguei a todos eles. Óbvio que acabei chorando quando eles foram embora. E quer saber? Adorei a experiência!
A satisfação que tenho em saber que estou ajudando os gatinhos é imensa. Eles agradecem, cada um no seu estilo. O Fritz, jeitoso, me dava cabeçadas nas pernas enquanto eu escovava os dentes. Depois, passou a se atirar no meu colo. Valentine miava quando eu abria a porta do banheiro e conversava comigo enquanto eu tomava banho. Tinha o hábito de lamber meu óculos e me deixar ainda mais cega. O Leonardo imita o Brother e esbanja carinho. Ontem me deu de presente uma exfoliação no joelho direito (lambeu por uns 5 minutos). A Bella faz gracinha o tempo todo e se esfrega nas minhas pernas toda vez que eu entro na cozinha. Ronrona super alto enquanto eu passo a escova nela. Basicamente, eles retribuem meu carinho e, quando vão, deixam saudade. Deixam, além disso, uma sensação boa de dever cumprido.
Torcer de braços cruzados não adianta nada. Dar desculpas, como eu sempre fiz, também não. Por isso, convido a todas as Denises que talvez existam por aqui a dar um espacinho em casa e no coração para um gatinho temporário. Eu precisei de um empurrãozinho para começar e essa cartinha tem o objetivo de dar esse mesmo empurrãozinho em vocês.
Denise".
Olha o Still que fofurinha...

Shanti e Brother na época que estavam no site do AUG...

Escrito por Luisa às 11h29
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Bazar
Gente, a Vicky Dolabella, nossa amiga e parceira, pediu para ajudarmos a divulgar.
Parte a renda sera revertida para animais carentes. Comparecam!

Escrito por Susan às 14h16
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Cartinha!
"Oi Susan, tudo bom?
Tirar fotos da Fiore e um grande desafio, mas acho que consegui ao menos uma. Na outra ela resolveu comer minha cabeca...
Ela esta LINDA!!! Eh a coisa mais fofa do mundo, e a gatinha mais amada na minha familia. Todo mundo se rendeu a ela e qdo me ligam, nem perguntam de mim, querem saber como anda a minha bonita!
Com o passar dos meses ela esta ficando menos arisca e mais carinhosa. Ela detesta colo, mas de vez em qdo ela aceita. Dia desses acordei e ela estava em cima de mim, a coisinha mais fofa do mundo!
Ela se diverte com os objetos mais incriveis. Qualquer fita de presente, ou qualquer coisa que se assemelhe a uma fita eh uma festa! Mas outro dia ela teve the time of her life qdo roubou o coisinho de prender embalagem de pao de forma. Eu tirei dela e ela comecou a miar. Fiquei com do e devolvi, mas supervisionei a brincadeira, morrendo de medo que ela engolisse aquilo. Foi 1h nono stop em que ela se divertiu... Depois joguei o trocinho fora! Morro de medo que ela se machuque qdo nao estou por perto.
A nova peripecia dela eh atender o telefone. Eh ligar aqui em casa que vc ouve - clac, pof (telefone caindo no chao) e miauuuu. Aconteceu sem querer no dia q minha avo me ligou e agora todo mundo resolveu testar.
Outra coisa que a Fiore adora. Meu mouse. Pois eh, ironico, nao? Ela sobe na mesa, empurra para ca, empurra para la e quem ve se diverte.
E o TOP TOP eh qdo eu estou estudando. Ciumenta que so, ela senta em cima do meu caderno (mas de costas), pula em cima do livro, tenta comer a borda do livro, tenta tirar meu oculos... figura.
De resto ela tem ma rotina basica e uma vida bem feliz! Ela acorda as 6h da manha, todo dia. Meu despertador toca 15min depois. Se eu demoro a sair da cama, ela vai atras de mim - Miau, miau, miau. Se eu levanto, ela fica passeando entre minhas pernas. Eu coloco comida e agua para ela e vou tomar meu banho. Qdo ela termina de comer, ela fica me acompanhando em cada movimento meu, estuda tudo o que eu faco. Qdo eu vou embora, ela fica so olhando. E qdo eu vlto, ela faca uma festa. Me ouve do elevador e ja comeca a miar. Qdo eu entro em casa, ela brinca, mia. Eu pego ela no colo e faco carinho no pescoco (ela adora... as orelhinhas abaixam, ela fecha os olhos). Depois, qquer coisa q eu faca, ela vai atras. Eu vejo TV, ela fica na sala. Eu vou ao banheiro, ela vai atras. Eu vou dormir, ela vai para o quarto. Nessa hora brincamos um monte ate ela ir comer. Eu me deito e aluns minutos depois ela pula na cama para dormir comigo. Ah, eh o maximo!
Desculpa o texto longo e sem acentos! Mas eu queria que vc soubesse o qto eu te agradeco por me apresentar ao maior amor da minha vida!!! E queria q vc soubesse que ela esta otima! Saudavel, brincalhona. O pelo dela eh uma coisa de louco, de tao gostoso!
Se vc quiser, venha nos visitar dia desses.
Bjs"


Escrito por Susan às 14h03
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Micro-gata
Estou passeando na região da Gabriel monteiro da Silva, quando avisto uma bolota cinza de pelos. Estas horas meu coração sempre dispara e eu fico super ansiosa. Quase que impulsivamente eu me abaixei, peguei a bolinha e enfiei no carro. Era a coisinha mais linda do mundo. Cinza, peluda, delicinha.
Dentro do carro percebi que tinha a patinha traseira direita machucada. Liguei para a Dra. Angélica na hora. Por conta do horário e por não estar apresentando dor, achamos que podia ser examinado só no outro dia. Quando fui levantá-lo para ver se era ele ou ela, avistei uma bola imensa no abdômen e entrei em pânico.
Liguei para a Angélica, para a Susan, para a Elisa e acabei correndo para o hospital. Um ultrassom, dois raio-x e algumas injeções depois, volto eu para casa com aquela bolinha de pelos na mão e o diagnóstico na cabeça. Rompimento do músculo abdominal.
Aquela bolota era o intestino da pequena que estava fora da cavidade abdominal, preso apenas pela pele da barriguinha dela. Na patinha direta duas feridas que pareciam até mordidas. Avaliando com a Dra. Angélica, acreditamos que não foi atropelamento, pois uma gata tão pequena morreria ao ser atropelada, nem chute, pois um chute não faz aquele tipo de ferida. Pode ser sido mordida de cachorro, mas as feridas estão do lado oposto do rompimento e o lado do rompimento não tem marcas de mordidas.
A pequena está no meu banheiro em sistema de alimentação moderada para que não haja nenhum stress. Apesar de tudo, faz coco direitinho e xixi tb. Tudo na caixinha de areia. Uma graça. Come meia colher de chá de AD a cada três horas. Já acostumou com a rotina e me acorda com seus miadinhos na hora certa de comer.
Esta quarta passará por cirurgia para colocar tudo no lugar. Por conta de ser uma micro-gata, corre riscos com a anestesia e tudo mais. Mas eu tenho certeza que ela se sairá muito bem e ficará forte e terá uma vida saudável.
Vou postando notícias da pituca que aliás, já tem nome, Lorena!


Escrito por Luisa às 11h52
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