Conheço a Juliana Sant'anna, mãe do gatinho SIDO há algum tempo e, desde o início ela sempre manifestou a vontede de ter outro gato.
Temerosa quanto a reação do SIDO, o desejo foi sendo adiado, na verdade o que ela temia era que os gatinhos brigassem, não se adaptassem, que o Sido ficasse doente ou deprimido por ter que dividir os carinhos da mamãe com outro gatinho depois de cino anos de exclusividade.
Só que a JU virou voluntária do AUG e decidiu ser lar temporário de uma gatinha, a SAFIRA, e não é que os dois se apaixonaram e vivem grudados pra cima e pra baixo?!?!?!?
Obviamente nem tudo foram flores, no início eles se estranharam, alguns fuzzzzzzz, mas com paciência e muito amor SAFIRA se rendeu a sua nova família e SIDO descobriu os prazeres da companheira felina.
Olhem só que graça os dois juntinhos, nem preciso dizer que o lar temporário virou definitivo, né?
Ontem eu e a Su recebemos o e-mail abaixo, escrito pela Vanessa, que adotou a Filó. Ela havia adotado a Loba ano passado (no site ela se chamava Tortie), e agora adotou a Filó para fazer companhia p/ a Lobinha. Ela estava com medo da adaptação das duas, mas tudo está se acertando, logo logo as duas vão estar amigas, hehehe!!!
Segue o e-mail...
"Elisa, boa tarde!
Não escrevi antes por falta de tempo -- correria total por causa do trabalho -- e tb porque queria observar um pouquinho mais as madames felinas.
A boa notícia que tenho a dar é que a Filó, dessa vez, não será devolvida, não!
(Uma observação... ela ia continuar se chamando Filó, mas, ao ouvir o miado dela, comecei a chamá-la de Tippy... É uma boneca da Estrela, lá da década de 70, que andava de triciclo e emitia uns sons muito engraçados, naqueles primórdios de tecnologia. Pois o miado da Filó é igual... ela parece de brinquedo na aparência e nos sons!)
Olha, a primeira manhã foi braba, como lhe contei. Até o segundo dia, a Lobinha continuava soltando uns fuus de indignação. Depois, passou a fazer corredor polonês com a Tippy, principalmente quando esta ia ao toalete usar a caixinha. (O Guilherme comprou mais uma, mas elas sempre acabam fazendo na mesma... aí, depois, vão as duas para a outra caixinha... uma pândega.)
De ontem para hoje, elas começaram a brincar de pega-pega. A Tippy procura mais a Loba, e esta se faz mais de blasé. Não sei se esse será o temperamento dela "para sempre" -- a Susan já havia me falado que a Loba não é muito aí para outros gatos -- ou se ela está apenas se fazendo de difícil. Mas pelo menos não há mais fuus quando se encontram nas "áreas sensíveis": perto dos comedouros (há dois de ração e dois de água) e próximo às caixinhas.
Enfim, estou aliviada porque a Lobinha parece ter voltado à tranqüilidade. A Tippy, nem falo, está à vontade desde que chegou. E cooooooome muito (rs). A Lobinha, nos primeiros dias, entrou nesse ritmo e desandou a comer tb, talvez achando que a comida do planeta iria acabar, mas agora já voltou para a rotina light dela.
Estou anexando algumas fotinhos da Tippy. Foram feitas no primeiro dia, nos "tempos difíceis" (rs). Agora ela está bem mais contentinha.
Ainda não deu para tirar fotos das duas juntas. Mas ainda chego lá!
É isso!
Vamos nos falando... obrigada por trazê-la para nós!
Esta semana, ela caiu doente, coitadinha. Estava magrinha, encolhida, sem temperatura... A Elisa correu com ela para a Dra Angélica, que logo pediu uma bateria de exames para saber “por onde começar” a tratá-la. Resultado: infecção, baixa resistência, insuficiência renal e mil taxas alteradas.
A Dra Angélica começou a medicá-la e num piripaque a gatinha teve desconfiou que tivesse diabetes também. Mais exames: sim, uma MEGA MEGA MEGAAAAAAAAA diabetes. Se a taxa normal é 100, por exemplo, a dela estava em 800. Corre aplicar insulina...
Outros exames diagnosticaram lipidose hepática. Acontece quando o gato passa dias sem se alimentar (e no abrigo, no meio de tantos gatos, não temos como saber quem comeu ou não comeu...). O fígado começa a processar as células de gordura, o gato se intoxica e muitas vezes é fatal. O que cura lipidose? Alimentação. Ok, mas ela não come, está anoréxica. Então o procedimento é alimentá-la com tubo esofágico.
É o que temos para o momento: uma gatinha super mal, que será alimentada por um tubo. Riscos? Muitos. A comida pode salvá-la da lipidose, mas tende a piorar a diabetes, já que um gato diabético precisa de alimentação especial. Mas não tem jeito: temos que arriscar, senão é morte por lipidose. E fazer controle de todas as taxas e mante-las em equilibrio.
Desde ontem Bebel está na UTI e exames são pedidos uns atrás dos outros (nem sei dizer os nomes de todos eles). A essa altura do campeonato negar? Claro que não. Estamos na chuva é para nos molharmos! Segundo a Dra Angélica o estado da Bebel é muito, muito grave, mas é claro que vamos tentar de tudo para salvá-la. E depois de salva vamos procurar alguém "encantado", que possa adotá-la e dar insulina todos os dias para ela. No abrigo, no meio de tantos gatos, ela não tem mais condições de viver. Precisará de cuidados especiais...
Nossa conta mensal no Provet (laboratório onde levamos os gatos para fazer exames) tem sido cada vez maior. Cerca de 2 mil reais por mês. Semana passada tivemos 3 gatinhos na UTI (o Angus, o Crostinha e um pretinho do abrigo) e só os três levaram 1000 reais embora (a diária custa R$250, fora as aplicações e os exames)... Agora veio esse susto com a Bebel...
Por isso, gente, quem puder colaborar com qualquer quantia, seria de grande ajuda neste momento... Posso mostrar para quem quiser todos os exames que a Bebel já fez e depois que ela tiver alta (se Deus quiser ela terá) a nota fiscal da UTI.