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Palavras de uma mamãe temporária
Esse depoimento é especial. Não é uma cartinha de um gatinho adotado, nem uma cartinha de uma adotante (se bem que ela já adotou vários gatinhos com a gente...hehhe). É uma cartinha de uma mamãe temporária!
Leiam o depoimento da Mariana Bellegarde e inspirem-se. Ser lar temporário é tudo de bom! A sensação de cuidar de um gatinho que chegou da rua e prepará-lo para adoção é exatamente essa. Acho que nada, nada, nada pode ser mais gratificante no mundo...
"Desde que conheci o Adote um Gatinho minha vida mudou, estava eu, bem feliz, com minha única gatinha, uma persa, que me foi dada de presente.
Até que minha filhota resolveu ficar doente, desesperada comecei a procurar informações sobre gatos, coisa que eu não tinha, na internet.
Assim cheguei ao AUG, virou uma febre, na verdade, uma obsessão, passei a visitar o site diariamente, acompanhei todas as histórias, e por algum tempo fui apenas uma telespectadora.
Minha gata melhorou e eu decidi que queria adotar um gatinho, do AUG vieram quatro gatos para minha vida, três pra mim e um para os meus pais.
A convivência com minhas novas gatinhas passou a atormentar minha vida, olhava pra elas ali, esparramadas no sofá e não conseguia parar de pensar de onde elas tinham vindo, pelo que tinham passado e como estavam tantos outros que não tinham tido a sorte de encontrar com a Susan ou a Juliana.
Foi aí que a tormenta aumentou, comecei a me sentir impotente e pequena diante de toda a realidade dos animais abandonados e do pouco (na verdade do “nada”) que eu podia fazer por eles.
Todo mundo sofre, e esse é um direito que nós temos, mas sofrer e não agir é pedir pra continuar sofrendo.
Com o tempo percebi que pouco é melhor do que nada, e que enquanto esperava pelo momento em que poderia fazer algo grande deixava de fazer coisas pequenas que estavam ao meu alcance.
Aprendi que uma série de pequenas ações pode virar uma grande ação, que não posso abraçar o mundo inteiro, mas poderei, se abraçar um pedacinho de cada vez.
Isso aprendi com o AUG, e decidi que dali em diante faria alguma coisa por cada animal abandonado que cruzasse meu caminho.
Obviamente não posso trazer todos eles pra minha casa, mas sempre há alguma coisa que eu possa fazer, nem que seja só um cafuné.
Eis que há um mês, em 25 de janeiro, dei meu passo mais importante, decidi abrigar uma mãe com três filhotes de vinte dias.
Casa preparada, caminha, ração, caixa de areia, tudo bonitinho no meu banheiro, tudo pronto pra chegada das minhas hóspedes, sim, todas meninas.
Três bebes com os olhos colados de tanta meleca, pulgas gigantes em gatinhas muito, mas muito pequenas.
A mãe, que medo, nunca vi gata tão magra, um esqueleto com falhas de pêlos enormes e muito assustada.
Acho que essa é a parte mais difícil, ver essa gatinha que está há mais de um mês na minha casa, sendo bem tratada e alimentada, me olhar com cara de pânico cada vez que entro no banheiro.
As filhotinhas cresceram, abriram os olhos, já comem ração, usam a caixinha de areia e passam o dia inteiro procurando o que aprontar no meu banheiro, cada dia a volta do trabalho é uma surpresa.
Talvez seja um pouco disso que as mães sentem a cada nova descoberta de seus filhos, é um susto, mas um susto bom.
Às vezes esqueço que elas estão por aqui, mas cada vez que entro no banheiro sinto uma coisa boa, difícil explicar em palavras, mas é uma sensação agradável de estar fazendo a minha parte.
Olhar pra elas e pensar como estariam se não estivessem aqui, sentir que posso fazer mais, é muito gratificante.
No começo tive receio, “vou me apegar e não vou deixar irem embora” “o que vou fazer com todos esses gatos?”, agora sei que não é assim.
Não sei quanto tempo vão ficar, nem como vai ser se alguma delas “encalhar”, mas sei que elas terão abrigo até encontrarem o lar que merecem.
Afinal, não é esse o papel das mães? Cuidar pra depois ver o filho partir? Elas vão seguir seus caminhos, tenho certeza que encontrarão boas famílias, bons lares, onde terão mais do que um banheiro e mais do que uma mãe temporária.
Se vai ser fácil? Eu não sei, mas vou ficar aqui, firme e forte, vendo cada uma delas partir pra encontrar a felicidade!
A única coisa que sei é que eu vou estar sempre de portas abertas, pronta pra minha próxima ninhada, pronta pra ser novamente uma mãe temporária.
 
Mariana"
Tem pessoas que caem do céu, né? Mariana é uma.
brigada, amiga :)
Escrito por Susan às 12h42
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Adotados!
Esses foram dias bons para os gatinhos da D Lourdes!
Na semana passada, a Umaga foi adotada por uma família super carinhosa. Agora ela mora numa casa gostosa e tem um irmãozinho canino.

Na sexta, foram embora juntos o Chococat e a Lourdes. Foram adotados pela Raquel, vocês a conheceram na última reunião.
 
Smoo deixou a Clotilde de coração partido e foi pra casa nova no sábado. A adaptação não está sendo muito fácil, mas eu espero que dê tudo certo. Ele é tão fofo e merece muito um bom lar!
 
Mesmo dia em que eu contei para o meu marido que eu tinha adotado a Conie. rsrsrs Daqui ela não sai, daqui ninguém a tira. Minha filha número 8.
 
Caramba, gente, todos da D Lourdes!!! E nós, adotantes, muito felizes! :D
Escrito por Susan às 16h58
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Cartinha da Umaga
"Oi tias, tudo bem? Estou aqui falando da minha nova casa, estou bem menos assustada, ainda as vezes fico um pouco timida, ai volto correndo para o cantinho que eu escolhi, no closed dentro do guarda-roupa, a Tha e o Muca tiraram as roupas e sapatos e colocaram varios paninhos em cada pratileira para eu dormir onde quiser, mas gosto mesmo é de ficar bem em cima pertinho das roupas.
  Tem varios lugares que posso subir e descer e eles nem ligam, subo brinco, escalo nao derrubo nada e o legal é que nao tem nenhum lugar que eu me machuque, fico quietinha e muito bem cuidada. Tem agua fresquinha e comida e meu banheiro particular com areia, uso direitinho. Ganho sempre carinho e ja estou brincando bastante, ontem a noite ganhei leite e hoje dois brinquedos uma bolinha que faz barulho que eu gosto de brincar sozinha com ela e um arranhador, esses dai eu tenho foto perto, mas a Tha não gosta muito quando vai tirar minha foto brincando e eu saio correndo... nào gosto não tia, gosto mesmo é de fazer pose para as fotos. E gosto também quando eles sentam no chào e me chamam de maguinha fico olhando, observando e pulo até eles para ganhar carinho, estou me adaptando rapidinho por aqui.
Eu sei que na casa tem uma cachorra, cheira mesmo a filhote, mas eu ainda nao a conheci. a Tha e o Muca dizem que primeiro tenho que estar mais a vontade para conhcer a casa toda, por enquanto so ando no andar de cima, o debaixo eu ainda nao tive coragem de ir, moro num sobrado legal né tias? Tem varias fotinhos minha no anexo para vocês verem como eu estou indo bem de casinha nova. sou muito amada. estou sempre recebendo carinhos, ah tem uma foto da lua também para voces conhcerem. Por enquanto é isso tias, mas vou deixando noticias minhas quando for descobrindo mais coisas."
Umaga
Escrito por Susan às 16h55
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