| |
Oi pessoal! Hoje vou falar sobre uma gatinha MUITO ESPECIAL, a Renata!
A Renata nasceu no centrão de nossa cidade, na Praça da Sé, e sabe Deus lá como, conseguiu sobreviver. Porém, muito novinha, um bebezinho de um mês e pouco, se perdeu de sua mamãe e passou a perambular SOZINHA pelas perigosas ruas de nossa cidade.
A primeira vez que a vi foi numa rua, meu marido me mostrou ela, andando toda charmosa, rebolante, um bebezico, cheia de alegria, no meio dos passantes, se esfregando em absolutamente todas as pessoas que cruzavam seu caminho.
Quem a via, tão alegrinha, jamais poderia imaginar a difícil e sofrida rotina daquela bebêzinha, fugindo dos perigos das ruas, caçando restos de comida no lixo, dormindo na chuva e no frio, se esquivando de pessoas maldosas.
Entrei em desespero, afinal uma gatinha bebê tão dócil, perdida no centro da cidade, é um prato cheio para alvo de maldades e crueldades.
Procurei me informar e descobri que os motoristas de um estacionamento davam comida para ela, mas ela era da rua mesmo, não tinha casa, nem caminha quente e nas noites frias e chuvosas dormia solitária, ao sereno.
Quando fui tentar resgatá-la não a encontrava mais...ela havia sumido da rua onde sempre ficava...e eu com aquilo na cabeça, onde estaria aquela gatinha tigrada, linda, bebê? O que estaria passando? Medo, frio, fome...será que alguma coisa ruim teria acontecido a ela?
Depois de um bom tempo, a reencontrei novamente e descobri o motivo de seu sumiço: em seus passeios pelas ruas do centro, a Renata foi violentamente atropelada, o pneu de um carro a acertou em cheio no focinho e NINGUÉM A AJUDOU.
Arrastando-se, dilacerada pela dor, a Renata, ainda um bebê, procurou sozinha um cantinho para ficar e tentar melhorar, pois mesmo seriamente ferida, ainda tinha que sair para arranjar comida e se preocupar com sua segurança.
Pois é, gente, sem veterinário, sem remedinho para amenizar a fortíssima dor do acidente, sem caminha, sem carinho, sem comida, SEM NADA, NENHUM TIPO DE APOIO OU ASSISTÊNCIA, nossa guerreirinha conseguiu sarar e – pasmem! – mesmo após esse grave trauma, voltou para sua rua de sempre, circulando toda cheia de charme, pedindo carinho para as pessoas, alegre, meiga como era...é mole?
Os bichinhos têm muito a nos ensinar, como essa princesa, que mesmo vivenciando todos os dias a dureza das ruas e após ter sido gravemente ferida, não perdeu a alegria e o carinho...quantas vezes a gente se deixa abater por muito menos, né? Ou reclama da vida sem motivos...
A única seqüela do acidente que a Renata ficou foram seus dentes. A batida foi tão forte, mas tão forte em seu focinho, que seus dentinhos caninos foram deslocados para trás e sararam tortinhos....uma “cicatriz” dos tempos difíceis...Imaginem a dor que esta menininha amargou sozinha...
Gente, essa é a história da Renata...ela é uma gata LINDA, tigrada, com uma cor maravilhosa, meio prateada, uma panterinha, uma guerreira. Tem um olhar dócil, meigo, amigo, que derrete o mais gelado dos corações.
A Renata é MUITO CARINHOSA, e apesar desse tempo duro nas ruas, não ficou traumatizada, ao contrário, é um grudinho, adora companhia, precisa muito ser amada.
Ela é tão carente, que na casa da Tia Susan fica chamando as pessoas para ganhar um carinho, um cafuné, uma atenção.
Ela é sapeca, uma moleca, ADORA UMA BRINCADEIRA, adora se divertir. O único "porém", talvez por nunca ter tido carinho, nem uma mamãe, é que a Renata ainda não aprendeu a brincar direito e é um pouco brutalhona, desajeitada...ela pede, pede, pede carinho e quando recebe, fica tão afoita, tão feliz, tão maluca, que recebe o carinho, dá um monte de mordidas, mia, tudo ao mesmo tempo!! Mas nada que uma dose especial de amor não resolva!
A Renata é uma menininha TIPICAMENTE PAULISTANA, ela nasceu e viveu (até seu resgate) na Rua Riachuelo, no Centrão de São Paulo.
Ela tem 8 meses (ainda é uma bebezona), está castrada, vacinada, com a saúde em dia!
Por isso, quem estivar a fim de adotar uma paulistaninha sapeca, bonita, inteligente, charmosa, guerreira, QUE ESTÁ LOUCA PARA GANHAR UMA FAMÍLIA E MERECE MUITO SER AMADA, DEPOIS DE TANTO SOFRIMENTO, a gatinha certa é a Renata!
Olhem a cara da mocinha....quem vai dar o carinho e o amor que ela nunca teve?
BEIJOS A TODOS E BOA SEMANA!!
Escrito por Luana às 15h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Mais bebês
Ontem, 11 da noite, eu morta de cansaço depois de um dia tenso e uma faxina habitual no quintal, ouço meu celular tocar. "Putz, é o Sr. Antônio, que cuida dos gatinhos do hospital". Já atendi sabendo que era "bomba".
E não deu outra... Bebezinhos com horas de vida tinham sido abandonados dentro da lixeira de um hospital. Naquele frio, aquela hora... eram 4, um já estava morto.
"Sr. Antônio, o senhor leva o gatinhos pra casa e eu pego amanhã" "Ah, já estou em casa, Susan, eu coloquei eles debaixo do tubo de ventilação, eu não sei alimentar na seringa".
PQP!
Resumindo: eu tive que ir buscá-los porque senão eles iam morrer de fome, de frio... e eu jamais me perdoaria... E aí foi a Susan, madrugada a dentro, aquecendo aqueles corpinhos duros e gelados, tentando faze-los mamar.

Hoje cedo eu os levei à Dra Angélica, que vai assumir novamente a missão de "mãe adotiva". ...
Escrito por Susan às 18h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Enquanto isso, no mundo da D. Lourdes...
Domingo voltei à casa da D Lourdes para buscar mais dois gatinhos. Abriu vaga, fui correndo lá! E foi bom porque peguei duas meninas:
Esta aqui, que a D Lourdes achava ser "menino e filhote" e, na verdade, é uma adolescente e está grávida:

E esta outra, que ela disse que tb está grávida, mas não está:

A D. Lourdes estava desesperada para me entregar as gatas. Segundo ela, toda ninhada que nasce na casa é devorada pelos gatos... Maior canibalismo. Claro, né? Gato precisa de proteína, não é arroz puro que vai deixá-los satisfeitos, nutridos, convivendo em sociedade... Que dó...
E tem mais notícia: a Satie, a branquinha que está comigo, amputou as orelhas, por causa do câncer de pele:
 
Gato branco NAO PODE tomar sol, gente, NAO PODE!
Escrito por Susan às 18h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
Miguel Cara Preta, o Dálmata
Sábado eu doei um dos gatos mais queridos, o Dálmata... Ai, que dor no coração!!! Mas a Luísa, que o adotou, é uma menina muito legal, a casa toda telado, já tinha um gatinho... era a adotante e o lar que eu sempre sonhei para o meu Cara Preta... e lá ele se foi... Pra dividir com vocês, o primeiro relato do Dálmata, agora Miguel, na casa nova:
"Oi Tia Susan, Passei quase o final da semana todo embaixo do sofá. Assim que vc saiu, me escondi atrás da máquina de lavar roupas e fiquei lá um tempão. A mamãe ficou preocupada e me deu uma toalha para eu não ficar com muito frio. Depois, ela ficou mais preocupada ainda e me levou enroladinho na toalha para conhecer a casa toda e me deixou no quarto da gente (viu que chique? Mamãe disse que o quartão é da família toda). Logo que eles saíram, me enfiei debaixo das cobertas e fiquei dormindo a tarde toda escondidinho nos travesseiros. O Nico, meu irmão, ficou fazendo vários fus, mas eu nem dei bola. Aiii tia, eu ainda não conheço bem estas pessoas, né? Então, quando começaram a interagir demais, eu bem corri e me escondi embaixo do sofá, onde fiquei o resto do final de semana. O papai ficou com peninha e colocou um cobertor para mim, me enrolei todo e não saí por nada, nem para comer. Mas o papai parece gente boa, viu? Ficou preocupado de eu não comer e levou o pote de ração para o sofá e eu bem comi =^.^= No final do domingo, já estava mais acostumado com o cheirinho da casa e arrisquei alguns passeios pela sala. Brinquei com o arranhador, e com uma bolinha que estava no chão. O Nico me seguiu pela casa toda. Aonde eu ia, ele ia atrás fazendo fuuu, mas eu nem liguei. Ele tb ameaçou dar algumas patadas, mas não chegou perto, então eu fingi que nem era comigo. Também dei uma olhada na caixa de areia e até já usei. Quando a mamãe e o papai foram dormir, eu aproveitei e dei uma vasculhada pela cozinha, subi na pia e fiquei mais a vontade. A mamãe tava falando que o Nico ficou com ciúme e, em vez de dormir na cama com ela como sempre faz, passou muitas horas no guarda-roupas do papai. Ah, esqueci de falar tia Susan.... eles estão me chamando de Miguel. Não sei se gostei muito não viu? Na verdade, quando eles me chamam, eu nem dou muita bola. A mamãe não sabe se é pq não sei se é comigo, ou pq ainda estou me fazendo de difícil – hihihi. Ah, o papai pediu para avisar, que apesar da mudança de nome, o apelido ainda continua o mesmo, Cara Preta. Estou com saudade, viu tia?? Assim que eu começar a aprontar mais, eu peço para a mamãe mandar mais notícias. Ainda não tenho fotos novas, pois as que a mamãe tentou tirar quando eu estava embaixo do sofá ficaram muito ruins e quase não dá para ver que sou eu lá no meio do cobertor. Muitas lambidinhas.
Miguel Cara Preta, o Dálmata"

Escrito por Susan às 10h49
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|